Aquele olhar, aqueles lábios, aquele jeito minucioso de tatear as coisas, suas passadas suaves  que não permitia-se produzir eco. Todo aquele biotipo eu conhecia; agora ele me olhava ... julgava-me em silêncio. Como eu sabia? Era como se fizéssemos telepatia; nenhuma palavra dita, nenhuma feição diferente, apenas gestos, e a troca incessante de olhares.
     Seu olhar fixo e penetrante sondava o meu, e indiferentemente soltou um sorriso torto, ele sabia exatamente o que eu pensara naquele momento.Era ele quem assistia o meu deitar, o meu levantar, o meu agir. Ele; só ele sabia a verdadeira personalidade que se escondia em mim, e naquele momento mostrava-me a imagem daquele ser que eu tanto  temia...

Meu ouvinte, meu inimigo, meu juiz... o espelho.


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