Todos os dias, Dito, o peixinho, subia próximo à superfície para se alimentar, de lá via a a silhueta de várias aves e ficava imaginando como seria voar. Contava para seus amigos sobre esse sonho e todos só diziam que era impossível, que ele não conseguiria, que  corria o risco de ser comido pelas aves se ficasse se esgueirando a espiar.  

Nos seus nados diários, Dito procurava dar saltos, conseguia por questão de segundos sair da água, mas caía de volta, vendo aquilo os outros peixes desencorajavam o peixinho, contavam histórias assustadoras sobre peixes que saltavam para fora d'água e eram devorados, e Dito continuava desejando chegar à superfície e admirar a beleza que lá havia.

Curioso e persistente, Dito aprendeu a dar saltos cada vez mais altos,  desfrutando de um tempo maior na superfície, ao cair pela última vez, esforçou-se  tanto que atingiu uma altura significativa, já enxergava a praia, os coqueiros e a imensidão do oceano, ele estava muito feliz e satisfeito, lá de baixo os outros peixes percebendo a demora para ele voltar, comentavam entre si que havia sido capturado, que morrera o coitado, na verdade Dito estava colhendo o fruto do seu esforço, por fração de segundos conseguiu voar, e aos olhos dos que não sabiam voar, ficava cada vez menor.

texto de : Dinha Belmont



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